É natural que as crianças estejam ansiosas e cheias de dúvidas
Embora sejam mais curtas do que as férias de verão, as férias de julho também interrompem o ritmo de estudos das crianças. Por isso, na volta às aulas, é natural que elas estejam ansiosas e cheias de dúvidas. Os amigos continuarão os mesmos? Conseguirei recuperar as notas? Quais serão as novidades desse semestre? Tudo isso está na cabeça da molecada quando chega a hora de voltar para a escola.
Nesse momento importante do calendário escolar, o papel dos pais é tranquilizar os filhos e motivá-los, para que esse segundo semestre se torne produtivo e que a criança tenha um desempenho cada vez melhor na escola. "Os pais devem evitar que a criança abandone totalmente a escola, propondo atividades como leitura durante as férias", afirma Aline Fávaro Dias, psicóloga e orientadora educacional do Colégio Dom Bosco de Americana (SP).
Confira abaixo cinco dicas para o seu filho voltar às aulas com gás total:
O fortalecimento da equipe gestora, a criação de espaços para a reflexão e o debate aberto sobre o fato são os caminhos para se criar condições de a escola voltar à rotina
Elisa Meirelles e Paula Nadal (gestao@atleitor.com.br) Colaboraram Janaína Castro, Ricardo Ampudia e Dagmar Serpa
A Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, foi palco de cenas de terror nesta quinta-feira, 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da instituição, entrou armado no colégio, matou 12 crianças, foi alvejado por um policial e em seguida cometeu suicídio. O episódio ganhou destaque nos noticiários nacionais e internacionais e provocou muita comoção e grande sensação de medo e insegurança entre pais e professores.
NOVA ESCOLA ouviu especialistas das áreas da psicologia, da sociologia e da segurança pública e traz nesta reportagem alternativas para lidar com o drama do luto e orientações para que, em um momento tão difícil como esse, a escola se prepare para seguir adiante.
Como lidar com a tragédia "O primeiro passo é fazer com que toda a comunidade entenda que esta é uma situação de exceção", explica a pesquisadora Ana Maria Aragão, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem) da Universidade de Campinas. Gestores, pais, professores, alunos e funcionários precisam enfrentar o medo. À escola cabe o papel de organizar espaços legítimos para debater o assunto. Todas as perguntas colocadas em jogo têm de ser devidamente respondidas. Não se pode negar a situação ou estereotipar os fatos. É importante que todos entendam o que esse drama significa. "As crianças precisam falar como se sentem, expressar-se, seja por cartas, desenhos ou conversas", observa Ana. "É discutindo o trauma abertamente que se criam condições para que todos acreditem que isso não vai acontecer todo dia", complementa a pesquisadora.
Para reestruturar emocionalmente a comunidade escolar após o drama, uma alternativa é pensar em ações coletivas, que envolvam professores e equipe gestora. "O diretor da escola tem um papel fundamental e precisa agir rápido, convocar a equipe - professores e funcionários - para uma conversa aberta sobre o fato. A equipe tem de se sentir fortalecida porque, depois, é ela que vai trabalhar com os alunos", afirma Catarina Iavelberg, assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.
Trabalhar em grupo é uma boa medida. Para ajudar os alunos, o ideal é escolher pessoas que tenham bons vínculos com as crianças para conversar com elas - um professor ou um coordenador mais próximo das turmas, por exemplo. Os pais também devem ser estimulados a estar dentro da escola. Ana Aragão lembra que "o que menos deve ser conversado nesse momento é sobre como aparelhar a escola ou impedir o acesso da comunidade ao espaço. É importante não centrar as discussões na busca por culpados nem criar explicações generalistas".
"No caso da Escola Municipal Tasso da Silveira, a equipe certamente será beneficiada se houver ajuda de psicólogos para lidar com o trauma", acrescenta Miriam Abramovay, coordenadora da área de Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO). Mostrar que o medo é real e dar tempo para que equipe escolar, alunos e comunidade lidem com o trauma são atitudes fundamentais. Nesse momento, deve-se acolher os sentimentos de todos para fazer com que a escola volte a funcionar.
Como fazer da escola um espaço seguro Além de lidar com a comunidade escolar quando acontecem episódios como o do Rio de Janeiro, é importante o trabalho cotidiano que garanta um ambiente de segurança e de acolhimento. Para tanto, há que se colocar em xeque a ideia recorrente de que violência na escola se combate com mais policiamento e com a instalação de grades, catracas e outros dispositivos semelhantes. "No calor do momento, o trauma gerado por eventos como o do Rio leva a uma reação mais irracional e produz o efeito inverso ao necessário: a escola se fecha, se isola e investe em vigilância", explica o sociólogo Pedro Bodê, especialista em segurança pública da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Esse não é, no entanto, o melhor caminho. "Afastar a escola do mundo exterior vai contra a função dela, que é integrar", complementa.
O investimento em segurança se faz necessário em alguns casos - como o combate aos furtos e a outros delitos - mas não pode ser pautado por um evento excepcional. É preciso tomar cuidado para que um fato isolado não gere pânico nem precipite a tomada de medidas emergenciais. "Apesar do choque causado, é necessário racionalidade para evitar excessos", diz ele.
Mais do que fechar as portas e isolar os alunos, é importante trazer a comunidade para perto e tê-la como aliada. Isso se faz organizando uma espécie de "rede de proteção" que aproxime a escola de famílias, de lideranças comunitárias, de associações de bairro, de associações comerciais etc. Manter esta interação diminui a incidência de casos de violência e aumenta a capacidade de resposta a eventos imprevisíveis.
Para o sociólogo, outro equívoco é fazer comparações com episódios violentos ocorridos em escolas estrangeiras. "São todos casos excepcionais, com características e contextos particulares", afirma. Como explica Bodê, "é preciso criar condições de segurança não só na escola, mas em toda sociedade. E essa responsabilidade, ainda que o Estado tenha um papel importante, é da própria sociedade".
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo em parceira com o Movimento Pró Autista realizará no sábado de 26 de Março de 2011, das 08h00 às 15h00, o II Seminário Paulista do Espectro do Autismo, no auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, à Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo.
O objetivo do seminário é despertar a sensibilização pela realidade do Transtorno do Espectro do Autismo, acerca de diagnóstico, assistência e formas de tratamento, bom como o conhecimento sobre os direitos das pessoas com autismo.
Público-alvo: Pais, familiares, profissionais, parlamentares, estudantes e sociedade em geral.
Participação: Será fornecido Certificado de Participação no encerramento do evento.
Estou criando um blog para trabalhar com diversas ideias de confecção de brinquedos e atividades com sucatas,. Quero q sejam atividades onde TODAS as crianças possam confeccionar (sejam com deficiencias ou não). Participem e me ajudem a divulga-lo e enviem sugestões.
Fábio Fernandes, coordenador do projeto "Praia para todos", realizou dois saltos de paraquedas na praia em Cabo Frio
O céu de Cabo Frio ficou mais colorido nesta quinta-feira, dia 17 de fevereiro, quando a equipe de um dos mais famosos paraquedistas brasileiros, Luiz Henrique Santos, o Sabiá, esteve durante todo o dia na cidade, mais especificamente na Praia do Forte, para filmar um salto muito especial e acumular um novo recorde mundial.
A proeza se refere ao primeiro salto solo de um tetraplégico no mundo. O corajoso é Fábio Fernandes, coordenador do projeto "Praia para Todos", implantado em algumas praias cariocas e que tem por objetivo torná-las acessíveis a cadeirantes. Fábio realizou dois saltos: o primeiro duplo, pela manhã, com o paraquedista Marcelo Schettini, e o segundo individual, com queda dentro da água.
Toda a operação contou com total apoio da Prefeitura de Cabo Frio, por meio da participação das Guardas Marítima e Ambiental e Municipal. Também fizeram parte da equipe de suporte o Corpo de Bombeiros e a Capitania dos Portos. O Aeroporto Internacional de Cabo Frio serviu de ponto de partida para o avião que transportou os seis paraquedistas.
Conheça o projeto "Praia para Todos" De acordo com o coordenador municipal de Indústria, Comércio, Trabalho e Pesca, Ricardo Azevedo, que acompanhou todo o procedimento e filmagem, o evento será excelente para a divulgação da cidade:
"Ficamos muito felizes em receber a equipe aqui, além de este evento ter sido uma ótima oportunidade de divulgação de nossa praia e da recuperação da orla e do calçadão da Praia do Forte", disse, lembrando que toda a estrutura montada para receber os paraquedistas foi bastante elogiada pela equipe.
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. "Louco" é quem não procura ser feliz. "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce. "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.
O Surdodum é um projeto que nasceu em Brasília há nove anos e oferece a possibilidade de inclusão sócio-pedagógico-cultural para pessoas com deficiência auditiva por meio da música e da dança. Mais que alcançar algum tipo de sucesso, a fonoaudióloga Ana Lúcia Soares, idealizadora do projeto, sempre desejou fazer da banda um meio de convivência de adolescentes surdos e, pela música, aprimorar a oralidade, a sociabilidade e a auto-estima desses alunos especiais.
O estudante João Victor Lopes, 16, comprova o desejo de Ana Lúcia. Ele é o integrante "novato" do Surdodum e, desde que entrou no projeto afirma que está muito mais feliz, mais responsável e melhorou seus desempenhos nos estudos, sentindo-se mais motivado. "Gosto muito da música Surdodum. Para mostrar, para conhecer, para o surdo, para gostar. Eu gosto muito tocar, ensaiar muito, aprender músicas".
A banda já gravou um CD de demonstração e fez mais de 300 apresentações em escolas, eventos e programas de televisão sempre executando repertório de MPB. Sucesso reconhecido, o Surdodum tem um novo desafio: levar sua arte como representante do Brasil no I Encontro Luso-Brasileiro de Jovens Músicos Surdos que acontecerá em outubro em Portugal.
Os ensaios já começaram, mas o grupo ainda não conquistou o apoio financeiro necessário para viabilizar sua ida a Portugal. Ana Lúcia revela que desde o início este é um problema que enfrenta. "Quando passei a me dedicar exclusivamente ao Surdodum, tinha tempo e espaço para ensaiar, mas faltava verba para a compra dos instrumentos. Consegui o dinheiro com um empresário, que doou o que necessitávamos e pediu para ser mantido anônimo", explica, esperando que esta benção se repita.
Maurício Vieira Martins, 27 anos, participa do Projeto Surdodum desde 1995. Deseja mostrar ao mundo a capacidade dos surdos e ele próprio, depois de entrar no projeto, passou no Concurso Público da NOVACAP-GDF. "A banda Surdodum me ensinou muito. Sempre que preciso, procuro a música. O grupo é muito unido, sempre amigos", revela.
Vamos torcer para o Alexandre Gregório, o Arnaldo Barros, o Augusto Souza, a Andréia Ferreira, o Clésio Alves, o Daniel Domingos, o Fernando da Silva, o João Carlos Santana, o João Victor Lopes, a Josiane Silva, a Luciana Delforge, a Mariana Siqueira, o Maurício da Silva, o Maurício Martins, o Moisés da Silva, o Reinaldo Braz e o Rogério da Silva. Que o grupo consiga o apoio necessário e possa levar a arte do surdo brasileiro e encantar o mundo.
Favorito ao Oscar este ano, o filme britânico “O Discurso do Rei” (na foto acima) traz de volta a gagueira, distúrbio que afeta 5% da população brasileira, ou seja, 9 milhões e meio de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF). O longa conta a história de George VI, que sofreu rejeição de seu povo por causa da doença, mas conseguiu superar o problema e conquistar seu espaço na História com a ajuda de um terapeuta.
O roteiro é do dramaturgo britânico David Seidler, que também lutou contra a gagueira na infância. Ele decidiu trabalhar o tema após descobrir que estava com câncer na garganta. “Este longa-metragem finalmente oferece à sociedade uma representação realista e madura da gagueira e tem o potencial de remover boa parte dos preconceitos e estereótipos que foram se acumulando em torno do distúrbio”, explica Ignês Maia Ribeiro, fonoaudióloga e Presidente do IBF.
Normalmente, a gagueira se desenvolve até os 7 anos de idade e, em 75% dos casos, desaparece com o tempo, segundo a fonoaudióloga Vanessa Brandini Pacheco. Porém, ela faz um alerta. “Mesmo com a chance da criança fazer parte dessa estatística, ao notar qualquer alteração na fala dela, os pais devem recorrer a um especialista, pois isso pode causar danos no futuro.”
O distúrbio tem base neurológica. Acontece porque o cérebro tem dificuldade de controlar os movimentos automáticos da fala espontânea. “Ela é involuntária. A pessoa não gagueja porque quer ou porque não tem força de vontade para controlar sua fala”, conta Ignês. E há influência da genética. Cerca de 55% das pessoas que gaguejam têm alguém da família com gagueira. Mas a presença de casos na família não é certeza de que ela vai se manifestar.
Diagnóstico e tratamento
Há pais que não tomam nenhuma atitude quando percebem que o filho é gago, por achar que o problema vai se resolver com o tempo, ou pressionam a criança para que fale sem gaguejar. Isso pode piorar a situação. Há mitos que precisam ser derrubados: insegurança, timidez, nervosismo ou ansiedade não causam gagueira.
Mas identificar o problema de fala, obviamente, é fácil. “Repetições, alongamentos e bloqueios são perceptíveis, principalmente se vêm acompanhados de falta de sincronia com a respiração, ou com movimentos faciais que mostrem esforço na produção dos sons da fala”, diz Ignês.
A boa notícia é que se tratado desde o início há 98% a 100% de chance de recuperação. Por isso, o ideal é procurar o quanto antes um profissional especializado em distúrbios da fluência, que vai traçar o tratamento dependendo de cada caso.
O Projeto, Praia para Todos pretende expandir suas atividades
Neste verão o projeto Praia para Todos entra em uma nova fase, após adquirir importante experiência e colher os dados fundamentais para a consolidação do mesmo. O objetivo atual da instituição é fixar pontos em cada uma das principais praias da cidade do Rio de Janeiro, onde as atividades e as conquistas de acessibilidade deverão ser continuas e permanentes.
O local escolhido para iniciar esta fase foi a Praia da Barra da Tijuca - Posto 3. Esse local foi o preferido pela maioria dos usuários e também pela equipe por causa das condições propícias de seu entorno. Estamos trabalhando em parceria com a Orla Rio e a Prefeitura para que este posto se torne um modelo de acessibilidade para futura replicação em outros pontos.
Conheça a praia acessível, inclusiva e verdadeiramente DEMOCRÁTICA. Colabore disseminando e participando dessa iniciativa!
Local: Praia da Barra da Tijuca, Posto 3 - em frente à Praça do Ó Data: Todos os sábados Horário: 9h às 14h Confira as atividades oferecidas pelo PRAIA PARA TODOS:
Esteira para passagem de cadeiras de rodas Cadeiras anfíbias - de fácil deslocamento pela areia e que flutuam na água Atividades esportivas adaptadas como frescobol, vôlei sentado de praia, peteca e surf adaptado (com apoio de Rico de Souza) Handbike para empréstimo Jogos recreativos, piscina e brinquedos para crianças Vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia, sinalização sonora e piso tátil Barracas de sol e tendas de apoio com equipe especializada.
SBT e AACD promovem o Teleton 2010 nos dias 5 e 6 de novembro
Nos dias 5 e 6 de novembro o SBT e a AACD promovem a 13ª edição do Teleton, maratona televisiva com o objetivo de arrecadar recursos para o tratamento e reabilitação de pacientes atendidos nas 9 unidades construídas com a colaboração da sociedade desde sua primeira edição, em 1998.
Embora o programa aconteça ao vivo durante apenas dois dias, a preparação começa bem antes. Por cerca de 8 meses, a equipe da atração se organiza para realizar a maratona, que conta com mais de 500 pessoas envolvidas direta e indiretamente.
Já estão confirmadas para a maratona de solidariedade as presenças de Hebe Camargo, Eliana, Adriane Galisteu, Ivete Sangalo, Celso Portiolli, Ratinho, Banda Cine, Wanessa, Grupo Revelação e muitos outros.
Os fãs da música sertaneja também podem comemorar. Bruno e Marrone, César Menotti e Fabiano, Daniel, Fernando e Sorocaba, Hugo Pena e Gabriel, João Neto e Frederico, Marcos e Belutti, Paula Fernandes e Victor e Léo, que este ano irão apresentar uma parte do programa, estão entre os artistas que animarão a festa.
A abertura será comandada por Silvio Santos na noite do dia 5 de novembro e contará com a presença da madrinha do projeto, Hebe Camargo, e da cantora Claudia Leitte, que estreia como apresentadora no programa. Além deles, mais de 70 artistas se revezarão no palco.
Nos últimos anos, o Teleton conquistou um público cativo que contribui para a AACD alcançar suas meta, que em 2010 é de R$20 milhões. As doações serão destinadas à construção de mais uma unidade. No ano passado, a maratona atingiu R$ 19.355.137 e o dinheiro está sendo utilizado para a construção do ARCD de Poços de Caldas (MG). Só em 2009, a AACD realizou 1.347.777 atendimentos, dentre cirurgias, consultas e terapias.